o ritmo, o corpo, em que mundo queremos viver…

dediquei-me anos à reflexão-discussão-acção em torno de políticas culturais. sempre disse que me parece essencial considerar a co-existência de tempos no pensar-agir seja do que for. à medida que fui sentindo que o tempo mais lento, o tempo de fundo, era consecutivamente comido pela velocidade do “é urgente fazer…” ou “já devíamos ter feito…”, fui-me retirando desse “corpo-na-guerra” e abrindo espaço de pensar-fazer onde se pudesse ir mexendo em paisagens complexas como “neo liberalismo”, “gentrigicação”, “turistificação”, “eco-logias”, “outras economias”…fui (fomos, porque não se é corpo sózinho…)  mergulhando em especificidades do entre-corpos, da geração do comum, do brotar de equívocos, da distinção entre o que podes e o que consegues…o alinhamento com a potência…a afinação de ser-estar-fazer. como viver juntos? em que mundo queremos viver?

sinto que todo esse caminho me-nos ensinou a aprender, a sentir ritmo enquanto o enrugar-estender das ondulações-aconteceres. vejo hoje que vou-vamos tecendo a possibilidade de atravessar entre determinada especificidade e uma outra especificidade sem roer este corpo que vamos sendo. a co-existência de tempos de pensar-agir, o tal tempo corpo-na-guerra, enquanto tempo de fundo, enquanto tantas modulações que se fazem presentes…parece-me-nos ligeiramente possível de ser experienciável.

sofia

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