ao redor da terra.

ao redor da terra indígena. ao redor de um estádio de futebol. ao redor de um centro. concentricamente o entorno todo,

prédios,

o morro da mangueira,

a uerj,

a rua do caminho de volta,

os camelôs,

as academias montadas

 

e

 

todas as mesmas pessoas

que a cada volta cruzam o olhar comigo – eu com elas.

 

o Marakanã dizem que tem nome assim por causa de bicho pássaro que faz barulho muito forte naquela área toda. é palavra indígena, assim como muitas outras por aqui. o mato cresceu muito e o prédio da aldeia urbana está agora sem aquele camburão na porta.o mato cresceu muito. dizem que é o maior do mundo. e que o barulho é das maritacas, que parecem com de chocalho. o mato cresceu muito.

 

zona norte. rio de janeiro. 1950.

um estádio para 155.250 pessoas

 

quase uma cidade inteira…

 

uma partida amistosa entre Rio de Janeiro e São Paulo. 1X3 respectivamente.

possui três níveis para os seus espectadores, o inferior, o superior e o dos camarotes.

 

Dei  duas voltas e meia, nessa meia foi trote. Outro dia subi a rampa, que faz um caracol em relação ao círculo concêntrico. Enquanto anda ao redor, a paisagem da cidade vai se transformando, a mangueira toda de um lado, e do outro é mais prédio e mato, e lá do outro o prédio gelado da universidade do Estado.

estava chovendo muito, já cedo.

tenho andado em círculos ao redor desse sítio. enquanto isso, o tráfego, o trânsito, o tráfico, os torcedores, em bandos todos vestidos de preto e vermelho, afoitos, chegam bem cedo.
dally

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