a ausência de pensar-fazer em corpo

o problema não me parece estar no que fazemos…se alguma vez pudéssemos alinhar o que fazemos com o que vamos sendo-estando seria magia. essa afinação é nutrida por muito exercício de existir. neste mundo louco vamos sempre ouvir dizer que não “fazemos” o suficiente, que não basta dizer que não, que é necessário conhecer as formas de luta que a curto-médio prazo surtem efeitos confirmáveis.

agradeço a todx lutadorx que não dormem encontrando essas brechas de entupir a máquina já hoje, de impedir já hoje determinadas acções absurdas…quero e estou aí também mas desconfio que existe uma outra camada de fundo onde me movo que talvez não esteja no “para já” e que por isso pode ser negligenciada pela urgência das lutas que este mundo continua a convocar….mas pensemos um pouco de que forma nos acompanhamos naquilo que nos move ou nos acessos que insistimos em exercitar…

-eu desenho um determinado trabalho para por em laboratório hoje e co-anuncio da mesma maneira um outro tempo de estar-com a mesma pergunta. claro que sou livre de ser e fazer o que sou e faço..mas não percebo que se não altero a minha percepção do que vou fazendo tendo a convidar a matéria de criação a aprisionar-se num “produto”, tendo a transformar-me em mais uma “valência” ctiativa?

-dizem-me que só daqui a 3 anos poderão programar o que estou neste agora a praticar…será que não deveria ser a criação (se tivesse essa maturidade) a convidar quando está no ponto de comunicação?

-determinados “alunos” queixam-se da prepotência de determinados “professores” mas existem uns sem os outros? aprender é o quê afinal? ainda estamos naquele lugar de partir do princípio que o OUTRO tem em falta o que podes oferecer?

-alguém procura angustiada uma forma de “quebrar” as suas metodologias de composição…eu pergunto COMO TE LEVANTAS CADA MANHÃ? o que esperas que esteja já fronteiriçado para que tu te possas insurgir?

-como é possível nutrir CONHECIMENTO se continuamos (bem lá no fundo) a acreditar que conhecimento é o que nos distingue do não conhecer?

-julgas que qualidade e mercado estão no mesmo universo? a qualidade exercita-se com o rigor que ela exige….o mercado é o “euromilhões” do teu percurso…as grandes laranjas do algarve apodrecem nas árvores e tu comes coisas azedas vindas sei lá de onde para permitir que cada intermediário do processo ganhe o que tem que ganhar, não é óbvio?

é muito banal o meu pensamento…não existem doutoramentos  e mestrados que não se refiram a ele vindo das mais variadas fontes….não estou cansada de ver…estou só de boca aberta com o queixo caído da ausência de pensar-fazer em corpo…

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